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Há 150 anos, o quilombo Cafundó enfrenta lutas pela propriedade que foi doada aos ancestrais ainda antes da escravidão no Brasil acabar. Desde então, grileiros invadem parte do território. O quilombo Cafundó vive da produção de hortaliças, comercializadas na venda de cestas e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); além disso, a comunidade tem uma iniciativa com polinização de abelhas, para fertilizar a produção. A população também pratica o artesanato. O quilombo busca manter viva a tradição dos ancestrais, caso da fabricação da boneca abayomi, a primeira boneca de pano a entrar no Brasil. No passado, ela era feita pelas mães escravizadas, ainda no navio negreiro, para que fosse entregue aos filhos que seriam separados delas. A ideia é que o tecido, retirado da própria saia da mãe, daria pistas às crianças sobre de onde vieram.
(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agrode-gente-pra-gente/noticia/2022/11/19/gente-do-campo-quilombo-cafundo-luta-pela-terra-ha-150-anos-e-mantem-viva-tradicao-dosancestrais.ghtml. Acesso em: 25/11/2022.)
Em relação às sociedades quilombolas brasileiras, assinale a afirmativa INCORRETA.
As comunidades estão centradas na região Sul, mantendo sua cultura bastante diversificada com base naquela região.
Nas regiões quilombolas não há uma religião específica em decorrência de várias matrizes religiosas, tendo como predominância o candomblé, o catolicismo e o protestantismo.
O Quilombo dos Palmares era composto por um conjunto de, aproximadamente, dez quilombos agrupados, chegando a ter uma população com mais de vinte mil habitantes no século XVII.
Os habitantes vivem em sua maioria em situação precária; mesmo assim, ainda conservam tradições dos antepassados como jongo, lundum, desfeiteira, artesanato e técnicas de cozimento e cultivo.