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“ChatGPT, DeepSeek e similares pertencem à classe de LLMs...

“ChatGPT, DeepSeek e similares pertencem à classe de LLMs, avançados modelos de linguagem treinados a partir de grandes bancos de dados – majoritariamente em inglês. Os mais populares pertencem a empresas norte-americanas. E assim como os algoritmos de pesquisa e redes sociais, não são neutros. Ou seja, podem reproduzir vieses, preconceitos e estereótipos de seus programadores, que por sua vez podem receber ordens dos donos das empresas e de outros atores – na China, por exemplo, empresas devem passar por análise de segurança e obter aprovações do governo antes de lançar produtos (...).

Nesse cenário, como ficam os países que não têm plataformas nacionais de alcance global, como é o caso do Brasil? E mais: o que acontecerá com a História e a memória desses países diante de uma população cada vez mais conectada a LLMs estrangeiras globais que acredita mais no que encontra nos apps e sites de busca do que nos livros de História? ”


Luciana Garbin, IAs estão apagando e reescrevendo pedaços da História. E o Brasil com isso?, O Estado de S. Paulo (on-line), 29/01/2025 (Adaptado)


O texto apresentado traz uma crítica


A

ao trabalho dos programadores, que estabelecem mecanismos frágeis de intelecção das máquinas dotadas de inteligência.


B

às chamadas big techs que visam apenas o lucro a partir dos serviços que disponibilizam, gerando dificuldades para o usuário.


C

às empresas de tecnologia brasileiras, que não desenvolveram LLMs de alcance global, o que seria possível a despeito do alcance da língua portuguesa no mundo.


D

aos governos das nações desenvolvidas, por estabelecerem padrões desiguais de controle de segurança para os produtos como o ChatGPT e o DeepSeek.


E

às pessoas que, em grande parte, passaram a confiar em fontes e a acreditar em informações não contextualizadas historicamente.