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Emmanuel Macron afirmou, ainda, agora com todas as letras, que o guarda‑chuva nuclear da França, o único país da União Europeia com arsenal atômico (o outro era o Reino Unido, que saiu do bloco) poderia se estender a outras nações, como a Alemanha, a fim de protegê‑las. Sob nova direção, após a eleição que deu a vitória aos conservadores, liderados por Friedrich Merz, os alemães abandonaram o discurso pacifista e adotaram o princípio de realidade, juntando‑se aos franceses e aos britânicos governados pelo trabalhista Keir Starmer.
Internet: <www.metropoles.com> (com adaptações).
Considerando o atual contexto global, a postura dos líderes europeus Macron e Merz apresentada no texto justifica‑se pelo(a)
fortalecimento político, econômico e militar da China, que ameaça interesses franco‑germânicos na Ásia, criando dificuldades para empresas europeias.
sensação presente entre as nações europeias de que, após a ascensão de Donald Trump, elas estão sendo abandonadas à própria sorte pelos Estados Unidos, em um momento expansionista da Rússia.
risco de expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com a possível admissão da Ucrânia, situação com a qual franceses e alemães não concordam.
possibilidade de ações militares da Rússia na Groenlândia, território dinamarquês que vem sendo reivindicado pelo governo Putin.
presença de paramilitares russos na África, atuando como mercenários para governos ditatoriais no continente.