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Nos últimos 150 anos de recenseamento de religião, muita coisa mudou no país e na socie...

Nos últimos 150 anos de recenseamento de religião, muita coisa mudou no país e na sociedade como um todo, como mostra o gráfico a seguir sobre a distribuição da população do Brasil por grandes grupos de religião (1872/2022).


Adaptado de IBGE - Censo Demográfico 2022


Com base no gráfico, é correto afirmar que, em 2022:


A

o catolicismo apostólico romano continua hegemônico, pois a Igreja Católica mantém um protagonismo na vida social brasileira, no imaginário cultural, nos calendários litúrgicos e cívicos e nas principais tradições nacionais;


B

o crescimento dos evangélicos continua exponencial, como tem sido desde 1950, quando o grupo ascendeu à cena pública, com a constituição de uma bancada evangélica e com forte visibilidade midiática;


C

os declarados “sem religião”, entre os quais os ateus e os agnósticos, representam uma fatia menor do que todas as religiosidades não cristãs, mostrando o caráter vinculante da transferência geracional da filiação religiosa;


D

as tradições de matriz africana são as que mais cresceram em relação ao censo anterior, pois oferecem um forte sentimento comunitário e de pertencimento, especialmente em áreas periféricas urbanas onde as igrejas evangélicas não têm influência ou alcance;


E

o quadro das religiões no país está menos diversificado e pluralizado, contrariando a tendência observada nos censos de 2000 e de 2010, em função da crescente secularização da sociedade brasileira e da adesão a formas de religiosidade não institucionalizadas.