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A presença da mulher preta empreendedora no mercado atual
A mulher preta empreendedora gera representatividade e exerce um papel fundamental no universo empreendedor
Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), em 2021, 47% das mulheres que empreendem no Brasil são negras. Isso mostra um avanço significativo para esse grupo que, infelizmente, ainda precisa enfrentar diversas barreiras para alcançar o sucesso profissional. Entretanto, de acordo com os dados apresentados pelo mesmo estudo, é possível notar uma diferença nítida de renda mensal entre a mulher preta e a branca. Enquanto a primeira recebe, em média, R$ 1.539, a segunda obtém um ganho estimado de R$ 2.035. Ou seja, embora exerçam a mesma função, ainda são remuneradas de forma desigual.
(Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/. Acesso em: maio de 2025.)
O empreendedorismo feminino é essencial para o incremento da economia, geração de renda familiar e autonomia das empresárias. Porém, ainda é preciso modificar o quadro de desigualdade que atinge os empreendimentos de mulheres negras. Para alterar essa realidade, são necessárias ações como:
Incentivo ao trabalho precarizado, como forma de valorizar a ação de empreendedoras em seus mais diversos setores, com mão de obra qualificada.
Valorização das experiências de empreendedorismo masculino como pauta suficiente para espelhar ações voltadas para o público empreendedor feminino.
Aprovação de legislações trabalhistas que incentivem a meritocracia como forma legítima de valorizar a trajetória de empreendedores, sem focar em suas condições específicas.
Políticas públicas de incentivo à qualificação profissional e legislações para superação das desigualdades salariais, tendo em vista as demandas das mulheres negras como pauta de prioridade.