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Música de Bad Bunny vira símbolo de protesto para imigrantes da América Latina A canção...

Música de Bad Bunny vira símbolo de protesto para imigrantes da América Latina


A canção “Lo que le Pasó a Hawaii”, do renomado artista porto-riquenho Bad Bunny, embora escrita com Porto Rico em mente, tornou-se um símbolo de resistência e identificação para muitos imigrantes latino-americanos, incluindo venezuelanos, cubanos e nicaraguenses. Desde seu lançamento no álbum “Debí Tirar Más Fotos”, há apenas dez dias, a música tem sido amplamente compartilhada nas redes sociais por aqueles que vivem sob regimes autoritários em suas nações de origem. Um dos trechos mais impactantes da canção aborda a dor do exílio: “Aqui ninguém quis ir [embora], e os que foram sonham em voltar”. Este lamento ressoa especialmente entre os quase 8 milhões de migrantes e refugiados venezuelanos que fugiram da crise política e econômica exacerbada pela administração do presidente Nicolás Maduro.


(Disponível em: https://abcdoabc.com.br/musica/. Acesso em: maio de 2025.)


A arte tem o poder de traduzir sentimentos humanos, mesmo em situações de vulnerabilidade no contexto social. Assim, Bad Bunny se destacou pela sua obra, uma vez que, ao retratar a realidade de imigrantes, o artista promoveu:


A

Diferenciação entre o sentimento de pertencimento vivenciado pelos porto-riquenhos nos EUA, em relação comparativa aos demais latinos no mesmo país, que não possuem aproximações.


B

Representatividade dos anseios porto-riquenhos por reconhecimento como povo legitimamente estadunidense, logo, que não pretende ser identificado como imigrante em relação aos demais povos latinos nos EUA.


C

Protestos em nome dos imigrantes que vivenciam o descaso de países com suas políticas migratórias, que identificam os latinos como povos inferiores, que merecem a concessão de vistos sem maiores dificuldades.


D

Identificação coletiva entre aqueles que passaram pela experiência da imigração e compartilharam do não-pertencimento à terra estrangeira, que pode ser reforçado pela falta de políticas de cooperação internacional entre países.