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Idosos que usam da tecnologia têm menos risco de desenvolver demência
Para quem não nasceu acostumado com o digital, mexer no celular é uma tarefa cognitivamente desafiadora – que serve como um exercício para o cérebro
[...] Parece que muita gente acredita que sim, usar muito da tecnologia atual aumentaria o risco de demência no futuro. Bom, segundo um novo estudo publicado na Nature Human Behavior por neurocientistas da Universidade Baylor e da Universidade do Texas, a resposta é não: as tecnologias digitais estão, na verdade, associadas à redução do declínio cognitivo. O estudo foi uma meta-análise – significa que a dupla de pesquisadores pegou os resultados de vários outros estudos independentes e os combinou em uma conclusão mais robusta – do uso da tecnologia e do envelhecimento cognitivo. Segundo eles, a pesquisa foi motivada pela preocupação constante com a atividade passiva das tecnologias digitais e sua relação com a aceleração dos riscos de demência.
(Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/sociedade/. Acesso em: maio de 2025.)
O uso das tecnologias pode ser prejudicial, sobretudo quando em excesso, mas também desenvolve habilidades úteis no cotidiano. Nesse sentido, a prevenção da demência em idosos através do uso direcionado das tecnologias pode ser motivada pela:
Superação dos desafios cognitivos para o uso das tecnologias, além da criação de vínculos de sociabilidade, que promovem o bem-estar nos usuários.
Criatividade diante de tantas possibilidades de inovação nas redes sociais, que se manifesta apenas na rolagem dos feeds de notícias, como observadores.
Curiosidade diante do novo, que desperta o interesse pela apreensão de novas habilidades, ainda que sejam desnecessárias para a faixa etária em questão.
Criticidade dos idosos, em geral, por sua experiência de vida, que os torna o grupo mais forte diante dos ataques de hackers, por seu vasto conhecimento tecnológico.