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Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras


A publicitária, escritora, roteirista e dramaturga Ana Maria Gonçalves foi eleita na tarde desta quinta-feira (10) para a cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras, vaga aberta com a morte de Evanildo Bechara. Ela se torna a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira da academia, que completa este mês 128 anos. Ana Maria obteve 30 votos. Em segundo lugar ficou Eliane Potiguara. Mineira de Ibiá, Ana Maria Gonçalves tem 55 anos e é autora, entre outras obras, de “Um defeito de cor” (Record), que conta a trajetória de uma menina nascida no Reino do Daomé e capturada como escrava aos 8 anos, até a sua volta à terra natal. O livro, multipremiado, inspirou o enredo da Portela para o carnaval 2024. A personagem principal é inspirada em Luísa Mahin, uma das lideranças da Revolta dos Malês.


(Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/. Acesso em: julho de 2025.)


A Academia Brasileira de Letras (ABL) é a instituição de maior destaque, em território nacional, voltada à literatura. Nesse sentido, a eleição da Ana Maria Gonçalves como a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira nesse espaço é significativa, pois:


A

Evidencia os interesses da instituição em se autopromover a partir da imagem da autora, como principal motivo de sua indicação para pleitear o cargo.


B

Demonstra a relevância dos estudos afro-diaspóricos no Brasil para a compreensão da literatura africana, que é a principal pauta de trabalho da ABL nos últimos dez anos.


C

Representa a importância das narrativas de mulheres negras para a literatura brasileira, tendo em vista a valorização da diversidade cultural que compõe a identidade do país.


D

Instiga o público leitor brasileiro a conhecer as obras da autora, visto que os lucros com a venda de seus livros, a partir da nomeação para ocupar a cadeira, serão destinados à ABL.