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A importância das rádios comunitárias para a democratização da informação e valorização da cultura local
Recentemente, o Ministério das Comunicações divulgou a autorização de 18 rádios comunitárias no Ceará, um aumento de 350% comparado ao período de 2019 e 2020. Entre os municípios contemplados estão Ararendá, Missão Velha e Piquet Carneiro, com duas emissoras cada um; e Aurora, Barbalha, Brejo Santo, Canindé, Guaraciaba do Norte, Mombaça, Pires Ferreira, Poranga, Quixelô, Sobral, Solonópole e Varjota com uma emissora cada um. As rádios comunitárias oferecem um terceiro modelo de radiodifusão, além da comercial e da pública. Geralmente, sem fins lucrativos, elas são pautadas nos interesses das comunidades onde foram instaladas, sendo por elas operadas e influenciadas. Suas frequências são moduladas (FM), de baixa potência (25 Watts) e cobertura restrita.
(Disponível em: https://nossomeio.com.br/. Acesso em: agosto de 2025.)
As rádios comunitárias são exemplos de ações informativas e de entretenimento, produzidas pelas comunidades para atingir à população do seu próprio território social. Dessa forma, além de exercerem papel relevante para a divulgação de notícias regionais, também se apresentam como relevantes para o cenário cultural, pois:
Expressam características, costumes e temáticas próprias da identidade sociocultural das regiões de alcance, com o objetivo de democratizar o acesso, em linguagem própria, às informações relevantes para o panorama em que se inserem.
Desenvolvem dinâmicas próprias de apresentação, entrevistas e entretenimento de maneira geral, evidenciando umcaráter único, porém, restrito, pois dependem do pagamento de mensalidades dos moradores das comunidades que atendem para manter a programação em exibição.
Identificam as expressões mais relevantes da região em que atuam, selecionando aquelas de maior valor para se apresentarem à comunidade de forma pública, mas não alcançam artistas ou produtores independentes sem renome nacional, tendo em vista a audiência da programação.
Demonstram o alcance limitado da rádio na atualidade, o que marca seu lugar no cenário comunicacional e cultural como de expressão artística, sem compromisso com a realidade ou com as informações relevantes à comunidade, que já são abordadas por outros canais de comunicação.