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Ao criar e dinamizar o projeto Reviver, o então Governador Cafeteira propôs-se, numa atitude de amor e ousadia, manuseio da História: o delicado e perigoso manuseio da História. Foi iniciado então a alterar sem adulterar, o mexer sem remexer. Começou enfim o lento refazer do passado, o cuidadoso refazer de um poema que, num determinado período, o fausto e a abastança escreveram numas páginas de cantaria postas sobre as areias de uma beira-mar acolhedora (...)
A nós – pessoas desta época – coube o raríssimo privilégio de ver o tempo sendo refeito, a história recontada, o passado sendo revivido. A cidade foi misturada ao que já acontecera e, de repente, São Luís voltou a ser ontem, adquirindo então a possibilidade de continuar amanhã.
(AZEVEDO NETO. Prefácio do Livro Reviver. Cafeteira E.A.P. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1994, p. 15.)
De nome Reviver, o considerável projeto de reforma e revitalização de parte do centro histórico de São Luís do Maranhão foi responsável por
aumentar a participação do governo estadual no setor imobiliário.
reacender disputas políticas entre os governos estadual e federal.
confirmar a capital como mais importante destino turístico nordestino.
destacar o patrimônio como instrumento de afirmação de identidade.
inviabilizar o deslocamento das elites em direção à região das praias.