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É alta madrugada quando um estrondo rompe o silêncio na floresta. A pequena Amanda, de 3 anos, com o coração disparado, corre para a rede do avô. “Ela sempre se assusta quando jogam essa âncora. Depois disso, ninguém mais dorme na comunidade”. Quem fala é Amarildo Santos de Jesus, liderança [quilombola] na comunidade de Boa Vista.
Instalada a apenas 500 metros de Boa Vista na década de 1970, a mineradora transformou o estilo de vida da comunidade. Os quilombolas tiveram boa parte de seu território expropriado e viram a rica biodiversidade da região sofrer impactos irreversíveis. “A mineração fez a comunidade pensar que é igual uma cidade. Se a gente quer comer uma fruta, tem que comprar. Até farinha a gente compra, porque ela [a mineradora] foi tirando isso da gente”, constata Amarildo.
Disponível em: reporterbrasil.org.br. Acesso em: 26 out, 2025.
Considerando o texto e seus conhecimentos sobre a realidade socioambiental amazônica, o episódio descrito exemplifica
a superação dos conflitos socioambientais na Amazônia por meio de um modelo de exploração econômica participativo e inclusivo.
a efetiva integração das comunidades quilombolas às políticas públicas de exploração sustentável dos recursos amazônicos.
a valorização dos saberes tradicionais por parte das empresas que atuam em áreas florestais, em consonância com as metas de desenvolvimento sustentável.
a resistência de comunidades tradicionais diante dos impactos provocados por atividades econômicas que desrespeitam seus direitos territoriais e culturais.
a implantação de tecnologias de baixo impacto nas atividades extrativistas locais, o que garante a convivência harmônica entre tradição e progresso.