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Expressões como "ela nem é tão preta assim" ou "para uma pessoa negra, até que é bonita" revelam uma forma específica de discriminação que opera dentro do próprio grupo de pessoas negras, condicionando aceitação social à proximidade com padrões estéticos brancos. Esse fenômeno, presente no cotidiano brasileiro, reproduz hierarquias que determinam acesso a espaços de poder, afeto e reconhecimento. Considerando o fenômeno do colorismo, é correto afirmar que:
O colorismo consiste na discriminação baseada na tonalidade da pele dentro da população negra, em que pessoas de pele mais clara tendem a ter maior aceitação social, ainda que não equiparada à branquitude.
O colorismo caracteriza-se pela discriminação praticada por pessoas brancas contra pessoas negras, sem distinção entre diferentes tons de pele da população afrodescendente.
O colorismo representa a superação do racismo tradicional, uma vez que reconhece a diversidade fenotípica existente dentro da própria comunidade negra brasileira.
O colorismo é uma forma de preconceito que afeta igualmente todas as pessoas negras, independentemente da tonalidade de sua pele ou de seus traços físicos.
O colorismo refere-se à preferência estética por determinadas cores na moda e no design, não estando relacionado a questões de discriminação racial ou étnica.