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A reflexão contemporânea sobre ética, tecnologia e sociedade tem sido marcada pela análise crítica dos impactos da Inteligência Artificial (IA) sobre as formas de trabalho, subjetividade e organização social, especialmente à luz do conceito de “sociedade do cansaço”.
A partir dessa perspectiva, assinale a alternativa correta.
A inteligência artificial, ao substituir decisões humanas por decisões algorítmicas, elimina conflitos éticos relevantes, uma vez que opera, exclusivamente, com base em critérios objetivos e mensuráveis.
A ética aplicada à inteligência artificial parte do pressuposto de que a neutralidade tecnológica impede que algoritmos reproduzam vieses sociais, razão pela qual os riscos éticos são meramente residuais.
A crítica ética à inteligência artificial se limita ao campo da proteção de dados pessoais, não havendo relação conceitual consistente entre IA, subjetividade e formas contemporâneas de sofrimento social.
A sociedade do cansaço decorre, principalmente, da automação promovida pela inteligência artificial, que substitui o trabalho humano e resulta, como efeito ético central, o ócio forçado e a alienação coletiva.
A sociedade do cansaço se caracteriza pela transição de um modelo disciplinar para um modelo de autoexploração, no qual a tecnologia, inclusive a inteligência artificial, intensifica a lógica do desempenho, ampliando exigências de produtividade e gerando impactos éticos sobre a saúde psíquica dos indivíduos.