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“Na teoria democrática, a noção de cidadania está ancorada na definição legal de direitos e obrigações que a constituem. Há dois eixos-chaves no debate ideológico, teórico e político: a natureza dos ‘sujeitos’ e o conteúdo dos ‘direitos”.
[JELIN, Elizabeth. Cidadania e Alteridade: o
reconhecimento da pluralidade. In: ARANTES, Antônio Augusto (org.).
Cidadania. Revista do patrimônio histórico e artístico nacional. Rio de
Janeiro: IPHAN. 2006, p. 17]
O primeiro eixo tem como referente original a seguinte visão:
corporativista
fundamentalista
coletivista
individualista
“Circunstância que denota estabilidade social, financeira, política e permite ao poder executivo exercitar suas funções, governando de maneira estável. Tal situação se traduz na legitimidade do estado e do seu governo frente à sociedade civil, que permite àquele empreender transformações necessárias.” Trata‐se de
autoridade.
legitimação.
elegibilidade.
governabilidade.
Analise os seguintes tópicos:
-
-
Esses tópicos formam um conjunto de iniciativas que caracterizam a doutrina político‐econômica denominada
socialismo.
liberalismo.
republicanismo.
parlamentarismo.
A morte da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, em abril de 2013, gerou uma série de manifestações populares que se dividiram entre vaias e aplausos. Thatcher foi uma das pioneiras a aderir ao sistema econômico que adota a não interferência do Estado na economia. Este modelo é conhecido como:
Socialismo Utópico.
Neoliberalismo.
Capitalismo Real.
Liberalismo Utópico.
Austeridade.
As ONGS compreendem o que é conhecido no Brasil como Terceiro Setor, isto é, o campo de atuação de entidades com origem na sociedade civil, não lucrativas e com fins públicos. A posição terciária corresponderia à diferença em relação aos setores público (primário) e privado (secundário). Apesar de ser esta a definição mais corrente de Terceiro Setor, as ONGs apresentam uma aparência que se assemelha àquela de empreendimentos da iniciativa privada. Isto se deve, em grande medida:
ao fato das ONGs serem extensões naturais de empresas privadas interessadas na realização de projetos sociais.
aos recursos obtidos justamente de grandes empresas privadas comprometidas com a responsabilidade social.
às práticas de divulgação e de gerenciamento necessárias para a obtenção de recursos, atração de profissionais, aumento de eficiência e exibição de crédito público.
à política das ONGs de multiplicação comercial dos recursos obtidos, de modo a garantir a auto-sustentação dos projetos desenvolvidos.
aos investimentos secundários das ONGs no setor privado, de modo a garantir outras fontes de recursos para seus projetos.
“O que é o Terceiro Estado? Tudo. O que tem sido até na ordem política? Nada. Que deseja? Vir a ser alguma coisa”. (SIEYÈS, Emmanuel Joseph. Qu'est-ce que le Tiers-État. 1789).
A Revolução Francesa apresentou diversas fases cujos resultados foram também diversos. No campo, onde se concentrava a maior parcela do Terceiro Estado, a Revolução trouxe importantes transformações, entre as quais podemos destacar CORRETAMENTE:
Extinção das pequenas propriedades rurais, que passaram a ser agrupadas em fazendas coletivas.
Eliminação da condição de servidão sob a qual era mantida parte da população camponesa.
Transformação de todos os tributos feudais em um imposto único, pago ao Estado anualmente em forma de produtos ou serviço militar.
Expropriação dos pequenos lotes de terras e sua venda a quem os pudesse pagar, como forma de sustentar o governo jacobino.
Transformação dos senhorios feudais em empresas agrícolas estatais no governo Diretório Girondino.
Os miseráveis em todos os cantos do mundo têm origens diversas - parte são trabalhadores não qualificados e imigrantes saídos de países pobres de todo o mundo. Nos anos 90, a globalizaçāo baseada numa interligação tecnológica, maior velocidade na circulação de produtos, serviços e da informação apontavam os rumos à prosperidade. AS idéias de cunho neoliberais passaram a orientar o papel do Eslado em várias regiões do planeta. Sobre as características das idéias neoliberais desse período, podese atirmar que:
I. aproveitando a dinâmica da economia de mercado o Estado garantiu maior distribuição de renda de modo geral nos países capitalistas,
ll. o Estado diminuiu sua participação na economia.
III. ocorreu corte de gastos públicos em subsídios e beneñcios promovidos pelo Estado.
IV. promoveu a redução de barreiras comerciais que diñculiavam a expansão da economia.
Está correto o que se afirma em:
apenas I, II e III
apenas I, II e IV.
apenas I, III e IV.
apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
Em relação à governança corporativa, assinale a alternativa correta.
Pode ser descrita como uma forma de gorverno que envolve a participação de todos os envolvidos nas decisões. É uma forma de fazer com que os envolvidos em acordos coletivos mantenham-se nos compromissos que eles mesmos propuseram.
É o gorverno das grandes corporações capitalistas organizadas em um órgão supranacional e suprapartidário chamado de mercado. É o próprio auto-governo do mercado.
Pode ser definido como um tipo de governo de empresas e comunidades em geral, baseado estritamente em regimes democráticos diretos e não representativos. Só assim existe uma participação efetiva de todos.
É o tipo de governo que mistura socialismo e capitalismo, controle do estado e livre-mercado. Foi criado no Leste-Europeu após o fim do comunismo em 1979.
Pode ser descrita como um tipo de gestão que acomoda princípios liberais capitalistas, como o livre fluxo de capitais e de mão de obra, bem como princípios socialistas como a determinação das regras sociais pelo estado. Foi a forma encontrada pelos países do oeste europeu como resistência ao comunismo que já havia tomado países como a França e Espanha, na década de 1950.
“(...), claramente a crise econômica atual é uma crise do neoliberalismo. Os neoliberais colocaram o mercado como centro da economia, e é justamente a falta de regulação estatal que, unanimemente, é considerada o diagnóstico da crise. O descontrole quanto a créditos bancários e outros fenômenos ocorridos na esfera econômica, todos os sintomas da crise, apontam que a solução vai em direção contrária à apologia do neoliberalismo. É tão claro, tão nítido, que isso foi causado por esse movimento neoliberal que, de repente, parece que ninguém nunca foi neoliberal.”
(SADER, Emir. Em entrevista concedida à revista Sociologia, nº 15, em 2009, p.7)
O texto acima se refere à colocação do cientista social Emir Sader sobre a crise econômica vivida pelo mundo em 2008. Uma das principais medidas adotas pelas principais economias mundiais para minimizar os efeitos da crise, foi:
o empréstimo de recursos financeiros conforme a necessidade destas instituições e das indústrias para reconstrução da economia produtiva.
a adoção de programas de defesa de renda e emprego, de modo que o consumo não fosse minimizado, e a produção industrial não fosse afetada.
permitir que as grandes empresas emitissem papéis nas bolsas, para promover uma captação de recursos que favorecesse o enfretamento da crise econômica.
a promoção de uma redução dos juros para que servisse de incentivo à adimplência dos mutuários que haviam adquirido imóveis através de financiamentos bancários.
a adoção de medidas consideradas intervencionistas, pois, significaram o investimento de recursos públicos e uma consequente regulação das instituições financeiras.
O neoliberalismo propõe a substituição do Estado de bem-estar social criado após a Segunda Guerra pela radical não intervenção do Estado na economia. Assinale a alternativa coerente com os propósitos do neoliberalismo.
A proposta de uma Consolidação das Leis Sociais.
As políticas assistenciais de renda mínima como o Bolsa Família.
As ações afirmativas, como os programas de cotas de vagas nas universidades.
A privatização de empresas estatais, a reforma da previdência social e a proposta de flexibilização das leis trabalhistas.
A ampliação do ensino superior gratuito.
“(...) qualquer balanço atual do neoliberalismo só pode ser provisório. Este é um movimento ainda inacabado. Por enquanto, porém, é possível dar um veredicto acerca de sua atuação durante quase 15 anos nos países mais ricos do mundo, a única área onde seus frutos parecem, podemos dizer assim, maduros. Economicamente, o neoliberalismo fracassou, não conseguindo nenhuma revitalização básica do capitalismo avançado. Socialmente, ao contrário, o neoliberalismo conseguiu muitos dos seus objetivos, criando sociedades marcadamente mais desiguais, embora não tão desestatizadas como queria. Política e ideologicamente, todavia, o neoliberalismo alcançou êxito num grau com o qual seus fundadores provavelmente jamais sonharam, disseminando a simples ideia de que não há alternativas para os seus princípios, que todos, seja confessando ou negando, têm de adaptar-se a suas normas.”
(ANDERSON, Perry. Pós-Neoliberalismo – as políticas sociais e o estado democrático. São Paulo: Paz e Terra: 2008, p.22.)
Tendo como referência inicial o texto acima e com base nos seus conhecimentos, um dos efeitos políticos e ideológicos mais nocivos do neoliberalismo, que deve ser combatido pela sociedade, é:
limitação dos gastos do Estado-Nação à sua arrecadação, eliminando o déficit público.
adoção do pensamento único (“todo poder ao mercado”) como pressuposto básico de interpretação de mundo.
redução da burocracia para diminuir a corrupção e a ineficiência provocadas pelas regras governamentais.
fim das restrições à livre atuação do capital estrangeiro, para que a economia do país fique atrativa.
redução do tamanho do Estado, que se retira das atividades que não necessitam de sua intervenção direta.
A expressão “mais mercado e menos Estado”, citada no texto, traduz à perfeição o espírito que norteou a trajetória econômica do mundo pós-Segunda Guerra e caiu em desuso ao final do século XX, fustigada pelo ideário nascido do chamado Consenso de Washington.
apelo à redução de desigualdades, à eliminação da pobreza e da fome, à sustentabilidade ambiental e à promoção de direitos humanitários.
consolidação da forma democrática como forma de resgate do debate político substantivo.