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Num relatório datado de 1778, o Marquês do Lavradio, que chegou a ser vice-rei na América portuguesa entre 1769 e 1779, fez referência à São Gonçalo como a freguesia em segundo lugar na produção de açúcar e aguardente, perdendo apenas no estado para Campos dos Goitacazes.
O crescimento da freguesia de São Gonçalo tornou-se cada vez mais evidente durante o século XVIII com sua população próxima de 6.378 habitantes, isso entre os anos de 1779 e 1789, enquanto São João Batista de Icaraí, Itaipu e São Lourenço dos Índios, localidades próximas, juntas, totalizavam apenas 4.680 habitantes (OLIVEIRA, 2014).
Sobre a importância econômica de São Gonçalo e sua relação com os seus mercados consumidores, à época citada, é correto afirmar que:
seu desenvolvimento comercial e agrícola, com vários barcos de transporte de gêneros e passageiros movimentavam a Baía da Guanabara, intensificando o intercâmbio com as cidades próximas, menos a cidade do Rio, que era monopólio português
o fato de estar situada no lado leste da Baía de Guanabara, sua posição geográfica foi prejudicada em função da pouca disponibilidade de rios que servissem como rota de entrada e saída de produtos e transporte de passageiros
o fato de São Gonçalo encontrar-se integrada e participante da economia da região da Corte, instalada na cidade do Rio de Janeiro, porém perdendo para a concorrência com os produtos vindos de Minas Gerais, prejudicava a economia sangonçalense
esse desenvolvimento vinha ocorrendo desde fins do século XVIII, com a instalação de inúmeros engenhos de açúcar e aguardente, e de lavouras de cereais, mandioca, legumes e frutas que abasteciam preferencialmente a cidade do Rio