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“A guerra dos evangélicos versus os cultos africanos chegou aos tabuleiros das baianas de Salvador. Algumas delas, que passaram a frequentar os templos dos pastores, continuam vendendo acarajé, mas, para afastar a iguaria dos terreiros de origem, chamam-na agora por um novo nome, o ‘Bolinho de Cristo’.”
(Jornal O Globo. 15/12/2011)
Os “tabuleiros das baianas” são marcas registradas da sociedade baiana. Muitas iguarias, típicas da herança cultural africana no Brasil, são vendidas em várias cidades brasileiras, em especial nas ruas da cidade de Salvador.
O acarajé como uma das heranças culinárias africanas no Brasil, em especial na capital baiana, pode-se associar ao fato:
de ter predominado o trabalho do africano escravizado na região litorânea nordestina já a partir do final do século XVI
da cidade de Salvador ter substituído a cidade do Rio de Janeiro como sede administrativa da colônia em meados do século XVI
do desenvolvimento da economia extrativista do pau-brasil no litoral nordestino ter priorizado o trabalho do africano escravizado
do trabalho de africanos escravizados ter passado a predominar na atividade mineradora em Salvador já no decorrer do século XVI