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A empresa Ômega S.A., que atua no setor industrial, apresentou dificuldades financeiras severas no exercício corrente.
O auditor independente, ao analisar as demonstrações contábeis, identificou os seguintes fatores de risco para a continuidade operacional:
• deterioração do capital de giro, com passivo circulante superior ao ativo circulante pelo terceiro ano consecutivo;
• recorrentes prejuízos operacionais, sem previsão concreta de recuperação no curto prazo;
• encerramento abrupto do contrato com seu principal fornecedor, gerando dificuldades na cadeia produtiva;
• dependência de renegociação de financiamentos bancários, sem garantias formais de que os credores irão renovar as condições de pagamento.
A administração da Ômega S.A. afirmou que está buscando alternativas para reverter a situação, incluindo reestruturação operacional e novos contratos comerciais. No entanto, até a data de emissão do relatório de auditoria, não havia evidência suficiente de que essas medidas teriam sucesso.
A empresa Ômega S.A. na elaboração das demonstrações contábeis utilizou a base contábil de continuidade operacional. No julgamento do auditor, entretanto, a utilização dessa base pela administração na elaboração das demonstrações contábeis é inapropriada.
Com base na NBC TA 570 – CONTINUIDADE OPERACIONAL, assinale a opção que identifica qual deve ser o efeito no relatório do auditor para esse caso.
O auditor deve expressar uma opinião adversa, pois a administração utilizou indevidamente a base contábil de continuidade operacional, sem evidências suficientes para fundamentar essa premissa, resultando em demonstrações contábeis que não apresentam adequadamente a posição financeira da entidade.
O auditor deve emitir uma opinião com ressalva, pois, apesar da incerteza sobre a continuidade operacional, a administração apresentou planos de recuperação, os quais, mesmo sem garantia de sucesso, justificam o uso da base contábil de continuidade operacional.
O auditor deve incluir um parágrafo de Principais Assuntos de Auditoria (PAAs) em seu relatório, destacando a continuidade operacional como uma questão de grande relevância e descrevendo os procedimentos aplicados na auditoria para lidar com essa incerteza.
O auditor deve incluir um parágrafo de ênfase em seu relatório, sem modificar sua opinião, desde que a administração tenha divulgado de forma apropriada e transparente a incerteza relevante sobre a continuidade operacional nas notas explicativas.
O auditor deve emitir um relatório sem modificações, pois a administração é a responsável pela avaliação da continuidade operacional, e sua decisão de manter essa base contábil deve ser aceita sem questionamentos adicionais.


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