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O recém-criado Departamento de Auditoria Interna de uma Secretaria Estadual de Saúde está estruturado, conforme o decreto de sua criação, para se reportar administrativamente ao Secretário Adjunto de Administração e financeiramente ao Secretário de Estado da Saúde, que é a autoridade máxima do órgão. Em seu primeiro plano anual de auditoria, a equipe incluiu um trabalho de avaliação da economicidade e da legalidade dos processos de compras de medicamentos de alto custo, cuja gestão é de responsabilidade direta do Secretário Adjunto. Ao tomar conhecimento do plano, o Secretário Adjunto convoca o chefe da auditoria para uma reunião e determina que este trabalho seja removido do plano, alegando que sua equipe já é sobrecarregada, que o processo é muito bem controlado e que a auditoria deveria focar em "problemas mais reais" nas unidades hospitalares. A situação cria um impasse, pois o chefe da auditoria percebe que a recusa em auditar a área do seu superior administrativo pode ser vista como uma subordinação indevida. Esta tentativa de interferência no planejamento da auditoria por parte do Secretário Adjunto representa uma ameaça direta e significativa a qual pilar da atividade de auditoria interna?
Esta situação representa um claro comprometimento da independência da atividade de auditoria interna. A independência está relacionada ao posicionamento organizacional da auditoria e à liberdade para determinar o escopo de seu trabalho, realizar os exames e comunicar os resultados sem qualquer tipo de restrição ou interferência, sendo que a pressão de um gestor auditado para alterar o plano de auditoria é uma violação clássica deste princípio.
Trata-se de uma violação da objetividade individual dos auditores. A objetividade refere-se à atitude mental de imparcialidade dos auditores, e ao serem pressionados, eles podem se sentir compelidos a formar julgamentos tendenciosos sobre a área para agradar o Secretário Adjunto, mesmo que a auditoria venha a ser realizada.
A ameaça principal é à competência e ao devido zelo profissional dos auditores. Ao alegar que a área é "muito bem controlada", o Secretário Adjunto está, na verdade, questionando a capacidade da equipe de auditoria de encontrar falhas relevantes, o que exige que os auditores provem sua competência técnica insistindo na realização do trabalho.
O princípio mais afetado é o da confidencialidade. A tentativa do Secretário Adjunto de impedir a auditoria pode ser interpretada como uma forma de evitar que informações sobre a gestão de compras se tornem públicas, e a auditoria tem o dever de proteger a confidencialidade das informações, mesmo que isso signifique não auditar certas áreas.


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