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A adoção do padrão RDA em bibliotecas implica uma mudança conceitual relevante em relação aos códigos de catalogação anteriores, especialmente no que se refere à organização e ao tratamento dos dados bibliográficos. Nesse contexto, a principal diferença estrutural introduzida pela RDA consiste em:
Manter a descrição bibliográfica organizada em áreas fixas, especializadas por tipo de material, com ênfase na apresentação textual do registro.
Estruturar a descrição a partir de elementos de dados bem definidos, orientados por princípios conceituais e passíveis de processamento por máquina.
Substituir os registros bibliográficos por narrativas descritivas extensas, voltadas prioritariamente à interpretação humana.
Abandonar os modelos conceituais bibliográficos internacionais, priorizando práticas locais de catalogação.
A internacionalização constitui uma das características estruturantes da RDA enquanto padrão de catalogação contemporâneo. Essa dimensão internacional se manifesta, fundamentalmente, pelo fato de que a RDA:
Sua aplicação está associada à adoção formal por países que integram os organismos responsáveis por sua governança.
Reorganiza os modelos conceituais da IFLA a partir de diretrizes operacionais formuladas por desenvolvedores de sistemas de informação.
Foi concebida como atualização prioritariamente vinculada ao contexto anglo-americano, preservando fundamentos estruturais do AACR2r.
Adota princípios conceituais alinhados a declarações internacionais e busca contemplar diferentes sistemas de escrita, calendários e unidades de medida.
No contexto da criação de metadados bibliográficos, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica fundamental do RDA.
Substituir completamente todos os formatos de metadados existentes, impedindo o uso de MARC 21 ou Dublin Core.
Focar exclusivamente na descrição de recursos impressos, deixando recursos digitais para outros códigos de catalogação.
Evitar o uso de identificadores internacionais, como ISBN, ISSN, ou DOI, por não serem compatíveis com o modelo do RDA.
Basear-se em princípios de entidade-relacionamento (como FRBR/LRM), enfatizando a identificação clara de obras, expressões, manifestações e itens, para produzir metadados mais ricos e interoperáveis.
Padronizar apenas elementos de entrada de dados, sem considerar atributos das entidades descritas.
Assinale a alternativa correta quanto à estrutura e à terminologia da RDA.
a RDA elimina os pontos de acesso e os substitui por notas de identificação.
sua estrutura foi concebida para uso impresso, com atualização por edições fechadas.
seus capítulos orientam-se pelas tarefas do usuário, e os cabeçalhos passam a ser pontos de acesso autorizados.
seus capítulos mantêm a organização por tipo de material, com mudança apenas nos registros de autoridade.
a mudança terminológica restringe-se aos registros bibliográficos, sem repercussão nos cabeçalhos.
No que diz respeito ao Resource Description and Access (RDA), podemos afirmar que:
I. As primeiras notícias relativas ao Recursos: Descrição e Acesso (Resource Description and Access – RDA) foram deliberadas em uma Conferência organizada pelo Joint Steering Commitee for Revision of AACR, em 1997, em Toronto, Ontário, Canadá (Frainer, 2020).
II. Com as mudanças tecnológicas e a crescente produção de materiais em outras mídias e suportes, a revisão e ampliação das regras de catalogação, especialmente do AACR2 se fez mais premente. Estas mudanças deram origem a um novo código de catalogação, a Resource Description and Access – RDA (Salgado; Silva, 2013, p. 7 citado por Frainer, 2020).
III. Em 2004, a Conferência organizada pelo Joint Steering Commitee for Revision of AACR (JSC AACR) iniciou os projetos para a atualização da quarta edição do AACR, então denominado AACR4.
IV. “[...] após a divulgação de alguns rascunhos do novo padrão e o recebimento de comentários sobre ele, notou-se que se tratava de uma nova obra e optou-se por um novo nome: Resource Description and Access (RDA)” (Assumpção; Santos, 2013, p. 205; citado por Frainer, 2020).
V. O JSC era integrado por Instituições de diversas partes do mundo, em grande maioria pertencentes aos Estados Unidos e a países da Europa.
Assinale a alternativa CORRETA:
Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, II, IV e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.
A evolução dos códigos e formatos de catalogação acompanha as transformações nos ambientes informacionais e nas tecnologias de representação bibliográfica. Nesse contexto, a adoção da RDA trouxe mudanças conceituais importantes em relação ao AACR2, especialmente quanto à modelagem de entidades e relacionamentos bibliográficos, enquanto o MARC 21 permanece amplamente utilizado como estrutura de codificação de dados.
Com base nos princípios da catalogação contemporânea, assinale a alternativa CORRETA.
O MARC21 constitui um código de catalogação destinado à definição de regras de entrada principal, substituindo integralmente o AACR2 e a RDA.
A RDA foi desenvolvida para ambientes digitais e baseia-se em modelos conceituais voltados às relações entre obras, expressões, manifestações e itens.
O AACR2 aboliu completamente o conceito de ponto de acesso autorizado para autores pessoais e entidades coletivas.
De acordo com os princípios teóricos do MARC21, ele não tem compromisso com o controle bibliográfico universal, nem tão pouco com a interoperabilidade semântica.
A RDA determina o abandono definitivo dos registros bibliográficos estruturados em campos codificados.
Surgiu em meio a discussões sobre a catalogação compartilhada e a automação dos serviços de bibliotecas, com o objetivo de contribuir para o Controle Bibliográfico Universal. Caracteriza-se pela definição de uma sequência especifica para os dados bibliográficos e pelo uso de pontuação prescrita, assegurando consistência às informações bibliográficas.
Trata-se
do formato MARC - Machine-Readable Cataloging.
do Répertoire Bibliographique Universel, de Otlet e La Fontaine.
do RDA - Resource Description and Access.
das Rules for a Printed Dictionary Catalogue, de Cutter.
da ISBD - lntemational Standard Bibliographic Description.
Considerando a RDA e o MARC21, observe os dados do registro bibliográfico da fonte de informação (página de rosto), na figura abaixo. De acordo com os campos e subcampos do MARC/RDA, que serão utilizados na descrição desse registro, assinale a alternativa CORRETA:

Campo 100a, d, e; campo 245a, b, c; campo 250a; campo 264a, b, c; campo 700a, d, e.
Campo 100a; campo 245a, b, c; campo 250a; campo 264a; campo 700a.
Campo 100a; campo 245a, b, c; campo 250a; campo 260a; campo 700a.
Campo 100a, d, e; campo 245a, b, c, campo 250a, campo 260a, b, c; campo 700a, d, e.
O Resource Description and Access (RDA) é um conjunto de elementos de dados, de diretrizes e de instruções para a criação de metadados estruturados de acordo com modelos internacionais, orientado para a descrição e a recuperação de recursos no ambiente digital. Em uma de suas últimas versões, o RDA 3R, sua ênfase teve como foco
relacionamentos entre entidades bibliográficas.
preservação e autenticidade dos recursos bibliográficos.
maior precisão das características físicas e digitais do objeto.
interoperabilidade sintática de elementos bibliográficos.
adequação às normas internacionais de descrição de objetos audiovisuais.
Assinale a alternativa correta sobre a RDA.
constitui atualização pontual da AACR2, sem mudança de base conceitual nem alteração relevante na estrutura descritiva dos registros-base.
organiza-se exclusivamente a partir do suporte físico do documento, com regras definidas segundo a materialidade predominante de cada recurso.
restringe os pontos de acesso aos registros bibliográficos, sem repercussão sobre dados de autoridade nem relações entre entidades descritivas.
baseia-se em modelos conceituais, como FRBR e FRAD, e foi concebida para descrição de recursos em diferentes suportes e ambientes informacionais.
foi concebida para substituir diretamente o formato MARC 21, assumindo a função de padrão de codificação e intercâmbio de registros digitais.
Considerando o processo de migração do AACR2r para a RDA, a produção de “registros híbridos” é mencionada como estratégia adotada por algumas instituições. Do ponto de vista técnico-conceitual, tal prática caracteriza-se por:
Substituir progressivamente os dados produzidos segundo o AACR2r por registros reformulados segundo as diretrizes da RDA.
Combinar práticas descritivas anteriores com novos elementos e campos compatíveis com a RDA, viabilizando transição gradual.
Manter os registros legados conforme estruturados originalmente, aplicando apenas campos já consolidados no formato MARC.
Adotar soluções sistêmicas distintas do MARC21 como estratégia de atualização tecnológica.
A aplicação de normas de descrição bibliográfica em conjunto com formatos de intercâmbio de dados é essencial para a interoperabilidade entre sistemas automatizados. Diante das especificações do formato Machine Readable Cataloging − MARC 21 e do Resource Description and Access − RDA, assinale a alternativa correta.
A aplicação do Resource Description and Access − RDA exige o descarte total das normas descritivas anteriores, impedindo a migração de registros criados sob as regras do AACR2.
As regras de catalogação descritiva determinam que a indicação de responsabilidade deve ser omitida sempre que houver mais de um autor indicado na folha de rosto da obra.
O formato Machine Readable Cataloging − MARC 21 define que o campo 100 deve ser utilizado para o registro de títulos de periódicos e nomes de conferências científicas.
O Resource Description and Access − RDA baseia-se nos modelos conceituais de requisitos funcionais para registros bibliográficos para descrever atributos e relações entre entidades.
O campo 245 no formato Machine Readable Cataloging − MARC 21 é destinado ao registro da descrição física do documento e da sua extensão em páginas ou volumes.
A nova norma de catalogação, o RDA, foi estruturada nos modelos conceituais da IFLA. O primeiro deles, o FRBR, organizou o registro bibliográfico em quatro entidades básicas, com seus atributos, interligadas por seus relacionamentos.
Observe o modelo do grupo 1 do FRBR e assinale a alternativa que contém os relacionamentos respectivos entre as entidades, em conformidade com Mey (2009).

“é formada por”, “é realizada por”, “é exemplificada por”.
“é criada por”, “é realizada por”, “é possuída por”.
“é realizada através da”, “está contida em”, “é exemplificada por”.
“é criada por”, “está contida em”, “é possuída por”.
Assinale a alternativa correta sobre a principal diferença conceitual entre o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2) e o padrão RDA (Recursos: Descrição e Acesso):
O AACR2 é baseado em modelos conceituais como o FRBR, enquanto o RDA foca apenas na descrição física.
O AACR2 é um código baseado em regras de pontuação e transcrição física, enquanto o RDA é fundamentado em princípios e focado no relacionamento entre entidades (atribuição aos modelos FRBR/LRM).
O RDA substitui completamente o formato MARC 21, tornando-o obsoleto para a catalogação moderna.
O AACR2 só pode ser utilizado para livros impressos, enquanto o RDA é exclusivo para recursos digitais
A Descrição do Recurso e Acesso (RDA) é o esquema proposto pela IFLA para substituir o Código de Catalogação Anglo-Americano, segunda edição, revisão 2002 (AACR2r). A estrutura da RDA, proposta pelo Joint Steering Committee for Development of RDA em outubro de 2007 contempla duas partes, reunindo, no total, 10 seções. As duas partes são: registro de atributos e registro de
eventos.
conceitos.
entidades.
relações.
objetos.
O desenvolvimento tecnológico e a criação de novos tipos de recursos informacionais, com novos conteúdos, suportes e formas de acesso, alteraram o “universo bibliográfico” para o qual o AACRZ2 foi criado, demandando uma nova ferramenta para catalogação com diretrizes e instruções adequadas para representação de recursos informacionais nessa nova realidade. Nesse contexto, o Resource Description and Access (RDA), desenvolvido a partir da revisão do AACR2 e fundamentado nos modelos teóricos FRBR, FRAD e FRSAD, surge como um
instrumento de catalogação com diretrizes e instruções para representação de recursos informacionais digitais com foco no usuário.
instrumento de descrição bibliográfica internacional normalizada com foco no sistema.
modelo conceitual para descrição de registro bibliográfico com foco no usuário, garantindo acesso fácil e eficiente às informações.
requisito funcional para dados de autoridade de assunto, autoria e entidade.
Qual das opções a seguir está relacionada ao processo de catalogação de um livro:
Limpeza e restauração de uma obra do acervo.
Organização das estantes.
Inserção de dados bibliográficos no sistema de gestão e controle.
Descarte de materiais obsoletos e/ou danificados.
Controle de empréstimo.
Dentre as características do RDA, a que apresenta requisitos funcionais para registros bibliográficos é a:
AACR
FRBR
FRAD
ISBD
RDA (Resource Description and Access) é um padrão para descrição e acesso a recursos que fornece instruções e diretrizes sobre como formular dados bibliográficos. Sobre esse tema, é correto afirmar que
o RDA não é aplicável a documentos digitais.
é fundamentado exclusivamente no ISBD.
seu uso se restringe apenas a bibliotecas digitais.
substitui a CDU em classificações temáticas.
sucede ao AACR2 como uma evolução.
Após o Seminário de Estocolmo em 1990, onde se estabeleceu a necessidade de maior adequação do código de catalogação, para o universo das bibliotecas digitais e da web semântica, foi instituído um grupo de estudos para analisar a fundo um registro bibliográfico com o objetivo de iniciar uma revisão do AACR2R. Assim, foram desenvolvidos os modelos conceituais da IFLA: o FRBR (1998), o FRAD (2009) e o FRSAD (2010), que alavancaram a criação de uma nova norma de catalogação – o RDA (Resource, Description and Access). Esses 3 modelos foram posteriormente unificados em um modelo único, o IFLA-LRM (Library Reference Model), em 2017, que deu origem ao novo RDA-3R.
Qual o número correto de entidades e de tarefas de usuário existentes no IFLA-LRM?
16 entidades e 4 tarefas de usuário.
12 entidades e 4 tarefas de usuário.
13 entidades e 5 tarefas de usuário.
11 entidades e 5 tarefas de usuário.