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Em maio de 2016, estudos de um grupo de pesquisa do Recife/PE associaram um novo distúrbio do sistema nervoso à infecção por zika vírus em adultos: a encefalomielite disseminada aguda, ou ADEM, na sigla em inglês. Trata-se de uma síndrome autoimune que ocorre após uma infecção, danificando a bainha de mielina e provocando o edema do cérebro e medula. Os demais sintomas são parecidos com os da esclerose múltipla, como fraqueza, sensação de dormência, perda de equilíbrio e comprometimento da visão. Para os cientistas, os resultados da pesquisa pernambucana reforçam a necessidade de investigar em maior profundidade a interação desse micro-organismo com as células do sistema nervoso.
(Adaptado de Sociedade Brasileira de Microbiologia. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2016)
Sobre o sistema nervoso humano, pode-se afirmar que:
A desmielinização dos neurônios tem como consequência a propagação do impulso nervoso nos dois sentidos da fibra nervosa, causando, assim, um colapso do sistema nervoso.
As células de Schwann envolvem os axônios de neurônios do sistema nervoso central e formam a bainha de mielina. Essa membrana é rica em substâncias lipofílicas e funciona como um isolante elétrico.
A bainha de mielina formada por oligodendrócitos é contínua, enquanto que a bainha de mielina formada por células de Schwann apresenta intervalos reguladores, formando os nódulos de Ranvier.
O potencial de ação para um determinado neurônio varia de acordo com a intensidade do estímulo, pois obedece a lei do “tudo ou nada”.
A bainha de mielina é uma estrutura que confere proteção aos neurônios e aumento da velocidade do impulso nervoso. Esta estrutura está presente no sistema nervoso de vertebrados, mas é ausente nos sistema nervoso de animais invertebrados.