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Na Bioquímica Clínica, é correto afirmar que existe Insuficiência Renal Crônica (IRC) quando há redução progressiva e irreversível do número de néfrons, e quando a doença renal existe há > 3 meses. A IRC torna-se mais prevalente com o avanço da idade e a distinção entre doença renal aguda, subaguda e crônica nem sempre é evidente, porém é importante, visto que a Insuficiência Renal Aguda (IRA) é reversível, o que não ocorre na IRC. Os achados laboratoriais comuns, para IRC, são:
Os níveis plasmáticos ou séricos de creatinina e ureia estão elevados. No exame microscópico são encontrados leucócitos, eritrócitos e cilindros. A acidose é uma complicação frequente na IRC avançada, com hiperfosfatemia, hiponatremia, hipocalcemia e ácido úrico aumentado.
Os níveis plasmáticos ou séricos de creatinina e ureia estão diminuídos. No exame microscópico são encontrados cilindros granulares e epiteliais marrons, células epiteliais tubulares renais descamadas, com hipofosfatemia, hipernatremia, hipercalcemia e ácido úrico diminuído.
Os níveis plasmáticos ou séricos de creatinina e ureia estão diminuídos. No exame microscópico são encontrados corpúsculos de gorduras refráteis duplos frequentes, independentemente do paciente, com proteinúria persistente. A taxa de filtração glomerular é <10 mL/min.
Os níveis plasmáticos ou séricos de creatinina e ureia estão diminuídos. No exame microscópico são encontrados enterococos ou Staphylococcus aureus. Apresentam ácido úrico diminuído, com oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio aumentado, com eosinofilúria e piuria.
Ocorre hematúria, proteinúria e piúria microscópica, com nível elevado de creatinina e depuração reduzida de creatinina, com hipercolesterolemia, hiperosmolalidade, níveis elevados de produtos da degradação da fibrina e dímeros D.