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Desde a antiguidade, acreditava-se que animais inferiores (moscas, caramujos, vermes etc.) procriassem da putrefação de substâncias orgânicas; assim, os cadáveres gerariam vermes, imundícies, insetos, dentre outros. No século XVII, a descoberta dos micro-organismos e as observações e pesquisas pioneiras desses animais pelo microscópio permitiriam um reexame da questão da “geração espontânea”. Os nascentes ramos da Embriologia (Malpighi), da Fisiologia (Harvey), da Entomologia (Redi) e da Microbiologia (Leeuwenhoek) se desenvolveriam, em parte, devido às pesquisas e estudos na busca de uma resposta a esse desafio. Um desses pesquisadores, Marcello Malpighi, em seus experimentos, reexaminando a questão da “geração espontânea”, descobriu:
A distinção entre vivíparos e ovíparos, com a famosa declaração de que “todo ser vivo vem do ovo”, provando que não existia a geração espontânea.
Ao investigar gotas de água estagnada com bactérias, o que levaria muitos cientistas a considerarem que tais formas de vida poderiam vir de “matéria morta”.
Que insetos já adultos desovavam sobre as folhas e talhos tenros, gerando gusanos e vermes, provando a inexistência de geração espontânea nesses casos.
A inexistência de germes nas carnes em frascos recobertos pela gaze e a presença dos vermes nas carnes dos frascos descobertos, que só surgiam pelo acesso das moscas, resolvendo essa questão da origem dos vermes das carnes podres.