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Em uma escola da Zona Norte de São Paulo, a professora Regina decidiu implementar um projeto de horta e compostagem com os alunos do 7º ano do ensino fundamental. A partir disso, várias atividades foram propostas pela professora em sala de aula. Uma delas teve como ponto de partida a seguinte pergunta: “Nesta manhã, como varia o número de minhocas em buracos em zonas de solo pisoteado e zonas de solo não pisoteados no pátio de nossa escola?”. Os alunos, divididos em equipes, se distribuíram pelas zonas do pátio para contabilizar e realizar o registro das minhocas que encontravam. Após a sistematização dos dados, os grupos discutiram e formularam explicações sobre o que encontraram. Sobre a atividade proposta pela professora e considerando a perspectiva de ensino de ciências por investigação (ECI), é possível afirmar que:
A proposta não pode ser considerada uma atividade de ECI por não envolver uma etapa clara de argumentação, característica principal dessa perspectiva de ensino.
O engajamento em pergunta de orientação científica, a coleta de evidências e a formulação de explicações para a pergunta inicial podem caracterizar a atividade como sendo uma proposta de ECI.
Trata-se de uma proposta de ensino de ciências por investigação, pois só o fato de a realização do trabalho ser em grupo já atribui à atividade o caráter investigativo.
Trata-se de uma atividade na perspectiva do ECI, envolvendo claramente a discussão de aspectos socioambientais.
A atividade não pode ser caracterizada na perspectiva do ECI porque não tem potencial para mobilizar conceitos científicos e nem o entendimento sobre a natureza da ciência.