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Reconhecendo a bioética como um ‘produto’ da laicização...

Reconhecendo a bioética como um ‘produto’ da laicização (separação entre religião e Estado) e da pluralidade das sociedades democráticas do século 20, é preciso também relembrar que nem sempre se realizou uma clara distinção entre ‘cobaias humanas’ e cobaias ‘não humanas’ no que se diz respeito à valorização moral em pesquisas realizadas em clínicas ou hospitais. Como exemplo, Pasteur propôs a Dom Pedro II que autorizasse o uso de prisioneiros brasileiros condenados à pena de morte como cobaias na testagem da vacina antirrábica.


REGO, Sérgio, PALÁCIOS, Marisa, SIQUEIRA-BATISTA, Rodrigo. Bioética: histórico e conceitos. In: Bioética para profissionais da saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ. 2009


Hoje, em 2022, pode-se admitir que a ciência avançou, mas ainda cabe perguntar quais os riscos aceitáveis para aqueles que participam de pesquisas científicas. Diante dessas considerações é correto afirmar que os avanços permitiram


A

criar um novo conceito de morte, a morte encefálica, a qual se dá antes da parada cardíaca propriamente dita. Assim, a definição de morte como o momento no qual os batimentos cardíacos cessavam foi abandonada.


B

encerrar de uma vez por todas as discussões sobre o aborto no Brasil, especificamente ao definir qual o momento em que se inicia a vida.


C

caracterizar os animais como seres que não têm senciência, ou seja, sem capacidade de ter sentimentos ou sensações e, por isso, podem ser usados com tranquilidade em pesquisas.


D

instituir a eutanásia no Brasil, ou seja, a morte sem sofrimento em casos de pacientes terminais, segundo a Resolução 1.805/2006.


E

utilizar a bioética para resolver questões sempre com base no principialismo.