Ao observar uma ameba de vida livre ao microscópio, os alunos sempre ficam entusiasmados com suas estruturas e a emissão de pseudópodes. Uma dessas estruturas chama muito a atenção, pois nela observam-se movimentos de pulsação. Essa estrutura, denominada vacúolo pulsátil, é responsável pela eliminação do excesso de água presente na ameba, evitando o aumento de volume, o que poderia causar rompimento e morte da célula. Em protozoários parasitas, essa organela é reduzida ou ausente. Assim, a forma adulta da Entamoeba histolytica não apresenta vacúolo pulsátil. Ao colocar essa informação para seus alunos em uma aula prática, o professor solicitou que apresentassem uma explicação para essa diferença entre os dois tipos de amebas. Os alunos, corretamente, explicaram que
ambas as amebas absorvem água por um processo passivo denominado difusão; na ameba parasita, a água é eliminada por transporte ativo, e na ameba de vida livre, pelo vacúolo pulsátil.
ambas amebas realizam o mesmo processo de osmose para a entrada de água; nas amebas de vida livre, a água é eliminada por difusão, e na ameba parasita, por transporte ativo.
a ameba de vida livre não tem parede celular e precisa eliminar o excesso de água para evitar que o volume de sua célula aumente e ela se rompa; a ameba parasita possui parede celular que evita o rompimento de sua célula.
o meio interno da ameba de vida livre é mais concentrado que o externo, e a água tende a entrar: o vacúolo pulsátil elimina ativamente a água; a ameba parasita vive em ambiente de concentração igual ao seu meio interno.
amebas parasitas apresentam adaptação para viver no interior de um hospedeiro absorvendo nutrientes e causando prejuízo; a ameba de vida livre não depende da água do meio para sobreviver.