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Espécies Exóticas Invasoras (EEIs) são aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural cuja introdução e/ou dispersão ameaçam a diversidade biológica, de acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Normalmente, estas espécies apresentam vantagem competitiva sobre as nativas, o que permite sua rápida proliferação e expansão. São reconhecidas como uma das principais causas da perda de diversidade biológica, em especial em Unidades de Conservação (UCs) e ilhas oceânicas. Os impactos das referidas espécies podem ocorrer em diversos níveis, seja alterando a composição e a estrutura da comunidade, excluindo espécies nativas ou modificando processos ecológicos. Portanto, a presença dessas, ameaça a biodiversidade original e os ambientes naturais, especialmente em UCs federais. Assinale algumas medidas preventivas que não podem ser adotadas para prevenir a introdução e a dispersão de espécies exóticas invasoras em Unidades de Conservação.
Identificar os focos de ocorrência de espécies exóticas invasoras no entorno da UC e analisar o risco de introdução através de vetores e vias de dispersão, a fim de cortar as vias e vetores de chegada sempre que possível.
Envolver os departamentos de estradas de rodagem no controle de espécies exóticas invasoras nas estradas de acesso às UCs, para que o controle seja realizado nas épocas do final da floração, a fim de aumentar sua eficácia.
Articular e sensibilizar a população residente e do entorno da UC para substituir plantas exóticas invasoras cultivadas, plantadas para fins secundários (sombra, ornamentais, cerca viva) ou de ocorrência em áreas privadas por espécies nativas ou exóticas não invasoras.
Identificar áreas de criação e cultivo de espécies exóticas na UC e entorno bem como estimular a substituição destas, por espécies nativas. Quando esta substituição não for viável, articular e sensibilizar os responsáveis quanto a estratégias de prevenção de fugas e dispersão de propágulos, a partir das áreas de produção ou criação.
Informar visitantes sobre os riscos de introdução de espécies exóticas e solicitar que, antes ou ao entrar na Unidade de Conservação, limpem os calçados, barras de calças e mochilas para assegurar que não estejam carregando sementes ou invertebrados. E também, solicitar que não deixem restos de comida, não levem animais de estimação e não deixem nenhum resíduo, nem de alimentos.