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A figura a seguir mostra tendências no período de 1950 a 2014 com relação às novas espécies descritas, publicações, poder computacional e capacidade de sequenciamento de DNA, conforme levantamento feito por Miralles et al. (2020, Syst. Biol. 69, 1231-1253).

Adaptado de Miralles et al. 2020. Repositories for taxonomic data: Where we are and what is missing. Systematic Biology, 69, 1231-1253.
Com base nesse gráfico pode-se afirmar:
O poder computacional foi o principal impulsionador do aumento na descrição de novas espécies.
A maior capacidade de sequenciamento de DNA possibilitou que as espécies fossem descritas com base em sequencias diagnósticas de barcode (fragmentos de Citocromo Oxidase I) e não somente com base em caracteres morfológicos, o que contribuiu diretamente para o aumento na descrição de novas espécies depois de 2002.
O número de espécies descritas cresceu no mesmo ritmo que o número de publicações.
Os crescimentos exponenciais do poder computacional e da capacidade de sequenciamento de DNA estão associados diretamente aos períodos mais recentes de maior investimento em ciência nos países em desenvolvimento como o Brasil.
O número de espécies descritas permaneceu praticamente inalterada ao longo do tempo, indicando que poder computacional e capacidade de sequenciamento de DNA são pouco relevantes nas etapas básicas de um estudo taxonômico de descrição de novas espécies.