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Segundo as recomendações sobre as fórmulas e a dosagem direta de LDL-C da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial de 2018, recomenda-se que os laboratórios clínicos adotem algumas orientações sobre a avaliação do LDL-C, que pode ser realizada por dosagem direta ou estimada por cálculo com base nas fórmulas de Friedewald ou de Martin. Essas orientações são:
I. Observar, na utilização da fórmula de Friedewald, as limitações da falta de jejum e de valores de TG >400 mg/dL para estimar o LDL-C, podendo, nesses casos, ser aplicada a fórmula de Martin ou utilizada a dosagem direta.
II. Na coleta de amostra pós-prandial, pode-se avaliar o LDL-C por dosagem direta ou pela fórmula de Martin.
III. Incluir o cálculo do colesterol não HDL (não HDL-C) junto aos demais resultados do perfil lipídico para adultos, mesmo sem jejum, pois os níveis de triglicerídeos não interferem nesse cálculo. Fica a critério do laboratório reportar ou não o cálculo do VLDL-C.
IV. É importante observar que, em algumas hipertrigliceridemias graves, quando a concentração das lipoproteínas ricas em TG predomina no sangue e as concentrações de LDL-C e HDL-C estão baixas, a tendência é o cálculo do LDL-C pela fórmula de Martin estar muito baixo ou com valor negativo. Nessa situação, recomenda-se liberar um valor de LDL-C <10 mg/dL. Têm-se, no mesmo volume de amostra, muitas partículas grandes de VLDL e poucas de LDL, subestimando a quantidade de LDL circulante.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.