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Paleontólogos encontraram o fóssil de um anfíbio que viveu há cerca de 250 milhões de anos. Batizado de Kwatisuchus rosai, o animal, com cerca de 1,5 metro de comprimento, era aparentado a espécies já descritas na Rússia. “Era um predador que vivia a maior parte do tempo em rios e lagos”, infere o paleontólogo Felipe Pinheiro, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no Rio Grande do Sul. K. rosai fazia parte de um grupo de anfíbios chamado temnospôndilos, predadores de água rasa de focinho comprido como o dos crocodilos, adaptado para a captura de peixes – por isso foram confundidos com répteis. “Entre as características anatômicas que sugerem parentesco com os atuais anfíbios, alguns temnospôndilos apresentam evidência de estágio larval, como os girinos”, esclarece Pinheiro. Ainda segundo o paleontólogo, K. rosai também caçava em terra e contou com a vantagem de uma dieta variada e a provável capacidade de construir buracos revestidos de muco, onde se protegia da estação seca.
Texto extraído e adaptado de https://revistapesquisa.fapesp. br/linhagem-de-fossil-encontrado-no-rio-grande-do-sulsobreviveu-a-maior-extincao-do-planeta/ Acesso em 09 de jul. de 2024.
Mediante as informações do texto, depreende-se que o fóssil encontrado pertencia a um animal que:
seria classificado como um tipo de dinossauro, por apresentar hábitos de predação.
apresentava pele seca, sem glândulas mucosas, pluriestratificada e muito queratinizada.
fazia parte do grupo dos tetrápodes e conseguia fazer incursões ao ambiente terrestre.
provavelmente fazia postura de ovos com casca calcária, como os crocodilos.