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O desenvolvimento de tecnologias de genética reversa revolucionou o estudo dos vírus de RNA, como o vírus influenza, permitindo a manipulação controlada de seu genoma por meio de clones de DNA. Essa abordagem tem sido amplamente utilizada na produção racional de vacinas, no estudo da patogenicidade de variantes virais e na triagem de novos antivirais. No caso do vírus influenza, essa tecnologia é particularmente desafiadora devido à segmentação do genoma e à sua natureza de RNA de fita simples de polaridade negativa.
Com base nesses aspectos, assinale a alternativa correta sobre o sistema de genética reversa para o vírus influenza.
A infecção por vírus influenza pode ser resgatada a partir de transcrição in vitro de RNA genômico seguida de sua transfecção em células, uma vez que o genoma viral é infeccioso por si só.
Como o genoma do vírus influenza é de RNA negativo e segmentado, sua replicação pode ser iniciada diretamente no citoplasma após transcrição por RNA polimerase II.
O sistema de genética reversa do vírus influenza utiliza promotores da T7 RNA polimerase, uma vez que essa enzima atua eficientemente no núcleo das células eucariotas.
A utilização de promotores de polimerase I na genética reversa do vírus influenza é inviável devido à localização citoplasmática do processo de replicação viral.
A replicação eficiente do vírus influenza a partir de clones de DNA complementares requer a expressão simultânea de RNA genômicos negativos por promotores de polimerase I e de mRNA de proteínas virais por promotores de polimerase II.