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Texto para questões 64 e 65
A construção da ciência ocidental é analisada criticamente como não sendo uma exceção no cenário de desigualdades de gênero, mas sim uma manifestação de uma sociedade predominantemente masculina. Essa marca patriarcal consolida concepções de inferioridade feminina e exclusão das mulheres dos espaços de produção intelectual. Mesmo atualmente, persistem desafios como a maternidade, uma vez que as mulheres são as principais responsáveis por criar seus filhos, o que as tira por muito tempo de pesquisas. Interrupções na carreira científica podem ter consequências bastante críticas; a maternidade não deve ser vista como um obstáculo, mas como parte da experiência humana. Para isso, a proposta é enfrentar a histórica misoginia fortemente entranhada em nosso imaginário masculino, e que se reconheça a importância de transformar a Ciência em um espaço mais inclusivo. Nesse contexto, para um projeto sobre a participação das mulheres na ciência, uma professora propôs às estudantes que investigassem os impactos da maternidade, o perfil e a história de vida nas trajetórias profissionais de pesquisadoras de uma universidade da região.
A alternativa que permite uma investigação articulada aos objetivos da pesquisa utiliza uma abordagem
quantitativa, por meio de questionário fechado, com uma amostra estatisticamente significativa, para analisar a produtividade na maternidade.
quantitativa, com base na análise de currículos, para mapear pesquisadoras que são mães e recebem bolsas de produtividade.
qualitativa, com base em estatísticas sobre a evasão de mulheres da pós-graduação após a maternidade.
qualitativa, com a realização de entrevistas que explorem as vivências de pesquisadoras que são mães.