O formalismo de Michaelis–Menten, na leitura de Briggs–Haldane e Segel, permite interpretar efeitos de moduladores sobre Km e Vmáx distinguindo topologias de ligação e consequências catalíticas. À luz dessa moldura, qual proposição permanece correta em termos estritos?
Na inibição competitiva, observa-se elevação do Km aparente sem alteração da Vmáx, pois o inibidor disputa o sítio ativo e o efeito se reduz em altas [S].
Na inibição não competitiva pura, há queda do Km e manutenção da Vmáx, uma vez que o inibidor se fixa no sítio ativo sem afetar o turnover catalítico.
Na inibição incompetitiva, produzem-se aumentos de Km e de Vmáx, pois o inibidor estabiliza ES, acelerando a formação de produto.
Em modulação alostérica cooperativa, a curva torna-se sigmoidal e a estimativa clássica de Km mantém-se idêntica à de sistemas hiperbólicos simples.
Na inibição irreversível, preserva-se o Km e eleva-se a Vmáx, dado que a alquilação covalente desocupa sítios catalíticos latentes da enzima.