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A avaliação de biomarcadores de exposição requer articulação entre especificidade molecular, meia-vida e correlação clínica. Timbrell (2021) destaca que a confiabilidade depende do tecido analisado, da persistência biológica e da relação entre dose e efeito. Nesse quadro, qual proposição expressa de maneira mais consistente essa problemática?
A creatinina sérica reflete função renal global, mas não é sensível a lesões iniciais, exigindo complementação com marcadores precoces como NGAL e KIM-1.
O chumbo no sangue indica exposição recente, enquanto sua quantificação no osso se correlaciona ao acúmulo crônico e à toxicidade cumulativa.
A determinação urinária de organofosforados é válida, mas depende da identificação de metabólitos específicos para garantir interpretação confiável.
O mercúrio urinário é adequado para exposições inorgânicas, mas não constitui marcador seguro em intoxicações por compostos metílicos.
As troponinas, apesar de sensíveis no diagnóstico cardíaco, apresentam baixa utilidade como biomarcadores em intoxicações por solventes voláteis.