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A teoria quimiosmótica de Mitchell (1961), aprofundada por Nicholls & Ferguson (2013), consolidou a compreensão de que a síntese de ATP depende do acoplamento entre o transporte de elétrons e o bombeamento de prótons na membrana mitocondrial interna. Embora múltiplos aspectos, como uso de desacopladores, ação de inibidores tóxicos e papel do oxigênio como aceptor terminal, sejam relevantes para a bioenergética, apenas um mecanismo traduz de forma central e exclusiva o fundamento da fosforilação oxidativa. Qual proposição corresponde a essa formulação basilar?
O transporte de elétrons pelos complexos I, III e IV promove bombeamento de prótons ao espaço intermembrana, gerando gradiente eletroquímico que é utilizado pela ATP sintase para síntese de ATP.
O uso de desacopladores químicos induz dissipação do gradiente protônico, aumentando o consumo de oxigênio mas comprometendo a eficiência de síntese de ATP.
O Complexo II oxida succinato e transfere elétrons ao coenzima Q, participando da cadeia respiratória sem promover bombeamento direto de prótons.
O bloqueio do Complexo IV por cianeto inviabiliza o fluxo de elétrons e extingue a manutenção do gradiente protônico, impedindo a fosforilação oxidativa.
O oxigênio, como aceptor final de elétrons, permite continuidade da cadeia transportadora e assegura a eficiência bioenergética global em condições aeróbias.