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A farmacologia molecular, segundo Rang & Dale (2021), dedica-se à análise das interações entre ligantes e receptores, abordando mecanismos de ativação, bloqueio e dessensibilização. Esses fundamentos explicam desde a ação terapêutica até fenômenos de resistência farmacológica. A compreensão diferenciada de agonistas, antagonistas competitivos e não competitivos, bem como a regulação negativa induzida por exposição contínua, constitui eixo central da farmacodinâmica moderna. Considerando esse referencial, qual proposição descreve corretamente o conceito clássico de um agonista pleno?
O agonista pleno induz ocupação do receptor e promove ativação máxima, desencadeando resposta celular que mimetiza integralmente o efeito do ligante endógeno fisiológico.
O agonista parcial ativa receptores, mas gera resposta inferior à máxima, mesmo em condições de saturação total da população receptorial em um sistema celular específico.
O antagonista competitivo se liga ao mesmo sítio do agonista, bloqueando sua ação sem alterar atividade basal do receptor inativo.
O antagonista não competitivo reduz a eficácia máxima do agonista, ligando-se a sítios diferentes e limitando a resposta celular global.
A dessensibilização receptor-mediada decorre de exposição contínua a agonistas, promovendo redução progressiva da resposta celular em contextos terapêuticos e fisiológicos.