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Ailton Krenak, pensador indígena brasileiro, tem alertado que a humanidade se afastou da Terra, tornando-se uma “filha desnaturada” ao romper a relação de cuidado com o solo e a vida. Já Ana Maria Primavesi, agrônoma e pioneira da agroecologia no Brasil, destacou que a saúde do solo, sua vida microbiana, matéria orgânica e capacidade de regeneração é a base para o desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis.
Nesse contexto, valorizar a força do solo significa
seguir práticas agroecológicas apenas para espécies de alto valor econômico, tratando o restante do solo como recurso secundário sem necessidade de manejo diferenciado.
priorizar práticas de conservação que mantenham a fertilidade química do solo, entendendo-a como suficiente para garantir sua produtividade a longo prazo.
confiar apenas na produtividade imediata do solo, utilizando práticas de manejo que aumentem a produção, mesmo que a vida microbiana e os ciclos naturais sejam comprometidos.
adotar certificações internacionais como principal indicador de solo saudável e sustentável, independentemente das práticas locais ou do cuidado com a vida do solo.
reconhecer o solo como organismo vivo, cuja fertilidade depende da interação entre processos ecológicos, práticas agrícolas respeitosas e saberes ancestrais sobre a vida da Terra.