A teoria da evolução biológica é a expressão amadurecida de correntes revolucionárias de pensamento antitético a uma visão de mundo que prevaleceu por muito tempo. Em primeiro lugar, o conceito de um universo em constante mudança foi substituindo a visão, até então não questionada, de um mundo estático. Mais do que ninguém, Darwin estendeu aos seres vivos e à própria espécie humana a conclusão de que a mutabilidade e não a estase, é a ordem natural.
[Douglas J. Futuyma, Biologia evolutiva, 3º ed., 2009].
A respeito das ideias evolucionistas, assinale a alternativa correta:
O impacto mais imediato de “A Origem das Espécies” foi fornecer uma estrutura conceitual para o estudo da morfologia comparada, embriologia descritiva, paleontologia e biogeografia.
O primeiro defensor da evolução foi JeanBaptiste de Lamarck, que publicou sua teoria em Philosophie Zoologique (1809), quando foi arduamente criticado por August Friedrich Leopold Weismann. Para Weismann, havia uma distinção entre o “germeplasma” ou “plasma germinativo” e o “somatoplasma” ou “plasma somático”. Weismann admitia que apenas o plasma germinativo era transmitido de uma geração a outra.
Os naturalistas Charles Lyell e Alfred Russel Wallace exerceram forte influência sobre Darwin. Embora não tenham adquirido a mesma projeção sobre os estudos sobre evolução biológica, ambos apoiavam suas ideias no uniformitarismo, principio desenvolvido por Georges Cuvier.
A Síntese Evolutiva, pautada na descrição da especiação a partir do isolamento reprodutivo, deriva gênica e seleção natural, foi apresentada por Theodosius Dobzhansky e Ernst Mayr. Trata-se, portanto, do redescobrimento das leis de Mendel, contrapondo-se as ideias defendidas por G. Hardy e W. Weinberg.
A Síntese Evolutiva reconhece como causas da evolução os seguintes fatores evolutivos: a mutação, a recombinação gênica, a deriva genética, a seleção natural e a migração. Destes, apenas a mutação, a seleção natural e deriva genética são fatores de produção e aumento da variabilidade gênica.