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Nos últimos anos, centros urbanos brasileiros têm registrado aumento de acidentes por aracnídeos de importância médica, especialmente em ambientes domésticos e periurbanos onde a presença de entulhos, jardins pouco manejados e acúmulo de insetos sinantrópicos favorece a instalação de espécies como aranhas marrons, armadeiras e escorpiões.
Considerando as características do ciclo biológico desses aracnídeos e os princípios de manejo integrado de pragas (MIP) aplicados à saúde pública, afirma-se que
aranhas Phoneutria realizam desenvolvimento ametábolo e cuidado parental marcante, o que justifica o uso de armadilhas luminosas como principal estratégia de manejo.
aracnídeos do gênero Latrodectus possuem ninfas aquáticas em seu ciclo, razão pela qual larvicidas biológicos podem ser empregados no manejo para redução de acidentes.
ácaros domésticos como Dermatophagoides apresentam metamorfose completa e são controlados prioritariamente por iscas acaricidas.
aranhas do gênero Loxosceles apresentam desenvolvimento sem metamorfose e são manejadas principalmente pela redução de abrigos, limpeza estrutural e barreiras físicas.
escorpiões do gênero Tityus apresentam metamorfose completa, e seu controle depende prioritariamente de inseticidas residuais, já que a remoção de abrigos tem baixa eficácia.


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