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Em um parque urbano de grande circulação, a administração municipal iniciou a reestruturação dos viveiros públicos de aves nativas, após sucessivos registros de estresse comportamental e aumento da mortalidade em espécies frugívoras e insetívoras mantidas no local. Uma auditoria técnica concluiu que os problemas estavam relacionados à ventilação inadequada, à iluminação artificial constante e à composição alimentar fornecida.
Com base nos aspectos biológicos das aves, bem como nos princípios de manejo em viveiros públicos, uma medida adequada nesse caso é
manter a restrição luminosa contínua, com fotoperíodo reduzido, o que estimula a muda e diminui níveis de estresse em espécies tropicais.
elevar a densidade do viveiro, uma vez que ela não afeta comportamentos sociais de espécies gregárias, pois a presença de congêneres reduz instabilidade hierárquica.
evitar a ventilação cruzada, pois acelera a perda de calor e aumenta o gasto energético basal das aves, sendo recomendada apenas em ambientes clínicos.
estabelecer um ciclo claro-escuro e de estímulos ambientais compatíveis com o repertório comportamental das aves, o que reduz estresse crônico e previne distúrbios fisiológicos.
fornecer às aves granívoras uma dieta baseada majoritariamente em sementes oleaginosas, já que seu proventrículo é altamente especializado para compensar deficiências nutricionais.


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