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O escorpião-amarelo (Tityus sp.) é uma espécie de grande interesse médico devido à gravidade de seus acidentes e à sua alta capacidade de colonização urbana por partenogênese. Segundo o Manual de Controle de Escorpiões do Ministério da Saúde, o uso de controle químico (inseticidas/escorpionicidas) no manejo dessa espécie em meio urbano, em regra geral, é NÃO recomendado porque:
A cutícula de quitina dos escorpiões é totalmente impermeável a qualquer agente químico líquido ou gasoso existente no mercado.
Os inseticidas causam a morte imediata apenas dos adultos, mas induzem a eclosão precoce dos ovos, aumentando a população a longo prazo.
A aplicação de venenos pode provocar o efeito de desalojamento, irritando os animais e fazendo-os sair de seus abrigos, o que aumenta o risco de acidentes com a população.
O uso de inseticidas elimina as presas naturais dos escorpiões, como as baratas, desequilibrando a cadeia alimentar.
A espécie já desenvolveu resistência genética a todos os grupos de pesticidas piretroides e organofosforados.


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