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Nas coleções zoológicas, os processos de empréstimo, de desdobramento e de doação de material biológico constituem práticas curatoriais que permitem o avanço do conhecimento científico, ao mesmo tempo em que impõem riscos à integridade física, à rastreabilidade e ao valor histórico dos acervos. Esses processos devem obedecer a protocolos formais, a registros documentais e a princípios éticos, considerando que os espécimes emprestados permanecem sob responsabilidade institucional da coleção de origem. À luz das boas práticas curatoriais internacionalmente aceitas, compreende-se que:
o acompanhamento pós-empréstimo limita-se à confirmação de devolução do material, sendo dispensável a atualização dos registros caso não haja danos aparentes
em coleções zoológicas, empréstimos e doações seguem os mesmos trâmites administrativos, diferindo apenas quanto ao prazo de permanência do material fora da instituição de origem
a doação definitiva de espécimes implica alteração permanente da titularidade institucional e deve ser precedida de inventário, documentação formal e atualização dos registros curatoriais na instituição doadora
o empréstimo de material zoológico transfere temporariamente a responsabilidade científica e legal do espécime para a instituição solicitante, que passa a responder integralmente por sua conservação e documentação
o desdobramento de material, por exemplo, retirada de tecidos, partes anatômicas ou amostras, pode ser realizado sem autorização formal, desde que o pesquisador beneficiário esteja vinculado a uma instituição científica reconhecida