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Coleções zoológicas de animais conservados a seco, tais como peles, esqueletos, crânios, insetários e montagens taxidérmicas, são particularmente vulneráveis à infestação por pragas biológicas, especialmente insetos xilófagos e queratinófagos, fungos e microrganismos oportunistas. A manutenção dessas coleções exige estratégias integradas de prevenção, de monitoramento e de controle que conciliem a preservação física dos espécimes, a segurança dos profissionais e a integridade científica do acervo. Considerando os princípios de manejo integrado de pragas (Integrated Pest Management – IPM) aplicados a coleções zoológicas, verifica-se que o(a):
isolamento físico dos espécimes recém-incorporados à coleção é desnecessário quando a instituição adota rotinas regulares de limpeza e inspeção visual do acervo
manutenção de baixos níveis de infestação é aceitável em coleções científicas, desde que os danos não comprometam a identificação morfológica imediata dos espécimes
controle químico periódico, por meio de inseticidas de amplo espectro aplicados diretamente nos espécimes, constitui a principal e mais eficaz estratégia de prevenção de pragas em coleções secas
uso de substâncias químicas historicamente empregadas em museus, como naftalina e paradiclorobenzeno, permanece recomendado por sua eficácia comprovada e baixo risco ao acervo e aos profissionais
prevenção e o controle de pragas em coleções secas devem priorizar medidas preventivas, monitoramento contínuo e intervenções mínimas, com uso criterioso de métodos físicos e ambientais antes de qualquer tratamento químico


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