Imagem de fundo

Durante uma aula prática de bacteriologia no Instituto Federal do Ceará, um grupo de es...

Durante uma aula prática de bacteriologia no Instituto Federal do Ceará, um grupo de estudantes realizou a coloração de Gram em um isolado clínico proveniente de amostra suspeita de infecção bacteriana. Após a etapa de descoloração com álcool-acetona e posterior contra-coloração com safranina, observaram-se ao microscópio bacilos corados em rosa. Diante desse achado, o docente solicitou que os estudantes não apenas identificassem a classificação da bactéria, mas também explicassem a base estrutural responsável pelo resultado obtido e discutissem as possíveis implicações fisiológicas e farmacológicas relacionadas ao envelope celular observado, especialmente no que se refere à permeabilidade e à ação de antimicrobianos. Considerando que a adequada interpretação desse resultado é fundamental para orientar decisões clínicas e laboratoriais, é correto afirmar que


A

as células observadas são Gram-positivas, possuindo uma parede celular espessa composta por múltiplas camadas de peptidoglicano (mureína) e ácidos teicoicos, que retêm o complexo cristal violeta-iodo mesmo após a lavagem com álcool.


B

o isolado clínico é uma bactéria Gram-negativa, caracterizada por possuir uma membrana externa que contém lipopolissacarídeos (LPS), atuando como uma barreira de permeabilidade adicional contra certos antibióticos e agentes químicos.


C

o espaço periplasmático, localizado entre a membrana citoplasmática e a membrana externa, é uma característica exclusiva das bactérias Gram-positivas, funcionando como local de armazenamento de enzimas hidrolíticas e proteínas de transporte.


D

a coloração rosada (Gram-negativa) deve-se ao fato de que a parede dessas células é rica em ácidos micólicos e ceras, o que as torna resistentes à coloração de Gram e exige o uso da técnica de Ziehl-Neelsen para identificação.


E

os bacilos rosados possuem uma camada de peptideoglicano muito mais espessa do que as células roxas, o que lhes confere maior resistência à pressão osmótica em ambientes hipotônicos.