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Durante a identificação rápida de microrganismos de difícil cultivo presentes em amostras clínicas, podem ser utilizados métodos baseados em fluorescência. Essas técnicas exploram a capacidade de determinadas substâncias absorverem luz de comprimento de onda curto (ultravioleta) e emitirem luz de maior comprimento de onda na faixa do visível. Quando esse princípio é associado ao uso de anticorpos específicos marcados com fluorocromos, a técnica recebe o nome de imunofluorescência. Com base nesses princípios, assinale a alternativa correta.
Na imunofluorescência, os microrganismos observados aparecem obrigatoriamente escuros contra um fundo brilhante, pois a luz ultravioleta atravessa a amostra sem ser desviada, eliminando a necessidade de qualquer fluorocromo ou corante adicional.
Na técnica de imunofluorescência direta, um anticorpo marcado com um fluorocromo (como o isotiocianato de fluoresceína) liga-se diretamente a um antígeno específico na superfície do microrganismo, permitindo sua visualização sob luz ultravioleta.
A imunofluorescência utiliza exclusivamente o óleo de imersão para aumentar o índice de refração da luz visível em campo claro, sendo uma técnica limitada à detecção de estruturas celulares maiores que 2,0 μm devido à opacidade dos anticorpos.
Os fluorocromos usados na imunofluorescência são substâncias químicas que possuem afinidade inespecífica por todos os tipos de carboidratos da parede celular, o que torna esse método idêntico à coloração de Gram em termos de seletividade diagnóstica.
O microscópio de contraste de fase é o equipamento padrão necessário para a leitura de lâminas de imunofluorescência, pois ele utiliza prismas de Wollaston para converter a emissão de fótons UV em diferenças de fase perceptíveis ao olho humano.