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Texto para questões de 53 a 55
TEXTO 1
No dia 15 de maio de 2025, um bebê diagnosticado com uma rara doença genética foi tratado com sucesso por meio de uma terapia de edição gênica personalizada. O tratamento inovador foi conduzido por uma equipe do hospital infantil da Filadélfia nos Estados Unidos. O bebê KJ nasceu com deficiência de CPS1 (carbamoil fosfato sintetase 1), um grave distúrbio metabólico que impede o corpo de processar amônia. KJ recebeu três doses da terapia experimental, sem efeitos secundários graves, e já tolera melhor as proteínas na dieta, contudo, há necessidade de acompanhamento a longo prazo. O caso representa uma esperança para o desenvolvimento de tratamentos para doenças raras sem opções terapêuticas. No entanto, a discussão dos limites éticos reaviva os debates sobre experimentos com embriões humanos e a criação de bebês sob medida.
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Um professor de Biologia apresentou o caso do bebê KJ e a terapia CRISPR para sua turma como uma problematização. Após isso, pediu aos estudantes que levantassem hipóteses sobre o tema, enfatizando os avanços na edição genética, que não se limitam à correção de doenças, mas abrem precedentes para dilemas bioéticos. Com essas hipóteses, organizou um debate entre os estudantes.
Na aula seguinte, o professor propôs à turma um novo cenário para aprofundar o debate sobre herança genética, probabilidades e implicações éticas. Na discussão, ele apresentou aos estudantes um caso em que um pai hemofílico e uma mãe portadora deste alelo desejam ter um filho(a) saudável, livre da hemofilia, e estão explorando todas as opções, incluindo as biotecnologias reprodutivas e terapêuticas mais avançadas.
Qual das propostas didáticas, no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio, está coerente com o objetivo de engajar os estudantes, promovendo a construção de uma compreensão com múltiplas dimensões?
Apresentar uma palestra com um especialista na área de Biotecnologia e Bioética.
Organizar uma aula prática de manipulação genética em laboratório, promovendo o protagonismo e o engajamento dos estudantes.
Promover um júri simulado com posições predefinidas, incentivando a argumentação dos prós e contras da edição genética.
Propor um projeto de pesquisa-ação em que os estudantes, em grupos, investiguem o gene envolvido.