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A citologia cervical constitui uma aplicação clássica da...

A citologia cervical constitui uma aplicação clássica da citologia esfoliativa e permite reconhecer alterações morfológicas associadas a lesões precursoras do câncer do colo uterino. Considerando os fundamentos da citologia ginecológica, os critérios citomorfológicos e a terminologia do Sistema Bethesda, pode-se afirmar que:


A

na citologia cervical, as lesões intraepiteliais escamosas são classificadas em baixo e alto grau (LSIL e HSIL), sendo a HSIL caracterizada, em geral, por células com maior relação núcleo/citoplasma, hipercromasia, irregularidades da membrana nuclear e alterações da cromatina, achados que refletem maior grau de atipia celular


B

a presença de coilocitos, caracterizados por halo perinuclear e alterações nucleares, é considerada achado citomorfológico exclusivo das lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL), não sendo observada nas lesões de baixo grau


C

na citologia esfoliativa cervical, a identificação de células escamosas superficiais e intermediárias morfologicamente preservadas é suficiente para excluir infecção por HPV e lesões precursoras, independentemente da representatividade da amostra


D

o diagnóstico citológico de HSIL confirma invasão do estroma cervical por células neoplásicas e, portanto, estabelece por si só o diagnóstico definitivo de carcinoma escamoso invasivo, dispensando investigação histopatológica