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Na obra “Estágio e Docência”, Pimenta e Lima (2012) realizam um resgate crítico dos modelos conceituais que historicamente fundamentaram a formação de professores. As autoras analisam o impacto de uma abordagem tecnocrática que cinde o processo educativo, tratando o professor como um mero elo executor e o estágio como uma etapa de treinamento dissociada da reflexão sobre a prática. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a denominação teórica atribuída por Donald Schön e endossada pelas autoras a esse modelo instrumental e a sua respectiva característica no campo do estágio.
Modelo do Intelectual Crítico, que configura o estágio como um espaço de engajamento social dialético voltado à desconstrução das ideologias institucionais, elegendo a militância política como eixo substitutivo do domínio dos conteúdos conceituais biológicos.
Concepção da Práxis Emancipatória, que determina que as atividades de regência devem focar no treinamento laboratorial supervisionado, estabelecendo que a proficiência técnica no manejo de vidrarias e protocolos científicos esgota a formação do licenciando.
Modelo da Racionalidade Prática, que valoriza a dimensão tácita e contextual da docência, propondo que a imersão direta no cotidiano escolar prescinde de fundamentação teórica acadêmica ou do domínio de saberes pedagógicos formalizados.
Modelo da Racionalidade Técnica, que reduz o estágio a um momento de aplicação mecânica de técnicas e regras operacionais preestabelecidas por especialistas externos, esvaziando o papel do professor como produtor de conhecimento.
Abordagem Acadêmica Tradicional, que preconiza a secundarização dos componentes pedagógicos curriculares, defendendo que o domínio exaustivo e aprofundado dos conceitos científicos puros da graduação garante a eficiência docente de forma automática.