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O infarto agudo do miocárdio é a necrose da célula miocárdica resultante da oferta inadequada de oxigênio ao músculo cardíaco. A princípio, ocorre isquemia e, se for grave e prolongada, segue-se o infarto do miocárdio, cuja extensão depende da artéria coronária obstruída, do grau de circulação colateral e das exigências de oxigênio do tecido suprido pela artéria. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a tríade clássica para a confirmação diagnóstica é formada por: Dor no peito (pré-cordial), alterações eletrocardiográficas e elevações de marcadores bioquímicos específicos.
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A enzima creatinoquinase MB (CK-MB) é o marcador tradicional do infarto agudo do miocárdio, cuja elevação da sua atividade plasmática é o indicador pouco específico de lesão miocárdica, visto que a sua elevação é muito rápida (entre 1 e 2 horas) após o início dos sintomas, com pico também muito rápido (em torno de 4 horas) e retorno ao normal entre 12 e 24 horas.
Os marcadores de lesão miocárdica são macromoléculas extracelulares liberadas antes de ocorrer a lesão da membrana do sarcolema dos miócitos decorrente de necrose. A velocidade de aparecimento dessas macromoléculas na circulação periférica depende de vários fatores, incluindo a localização intracelular, o peso molecular, os fluxos sanguíneos e linfáticos locais e a taxa de eliminação no sangue.
A mioglobina é uma hemoproteína citoplasmática transportadora de oxigênio presente no músculo cardíaco, as quais são liberadas durante o infarto agudo do miocárdio. Trata-se de um marcador específico para o músculo cardíaco que é liberado rapidamente pelo miocárdio necrosado; porém, são menos sensíveis que a creatinoquinase MB (CK-MB).
As Troponinas são marcadores precoces do infarto agudo do miocárdio, pois elas são detectadas antes de ocorrer a lesão da membrana do sarcolema, ou seja, uma hora antes da ocorrência da lesão, já podem ser detectadas no sangue periférico e apresentam a mesma sensibilidade diagnóstica da creatinaquinase MB.
A atividade aumentada da creatinoquinase MB (CK-MB) é também encontrada em outras desordens cardíacas e, portanto, o aumento desta fração não é inteiramente específico para o infarto, mas provavelmente reflete algum grau de lesão isquêmica cardíaca, cuja especificidade pode ser confirmada e interpretada em associação com outros marcadores bioquímicos.