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Em um fragmento de vegetação nativa, pesquisadores monitoraram aves frugívoras durante o período de frutificação de espécies arbóreas. Parte das sementes ingeridas foi regurgitada ou defecada intacta em clareiras, bordas de mata e áreas em regeneração — microhabitats distintos do interior da floresta. Em testes controlados de germinação, essas sementes apresentaram taxa de germinação semelhante ou superior à de sementes retiradas diretamente dos frutos, sugerindo que a passagem pelo trato digestivo não comprometeu sua viabilidade.
Com base nos efeitos ecológicos descritos para ambos os organismos envolvidos, a interação entre aves frugívoras e plantas é classificada como:
comensalismo, pois as aves se beneficiam ao consumir a polpa, enquanto a viabilidade das sementes dispersas indica efeito neutro para as plantas.
mutualismo, pois as aves obtêm recurso alimentar e as plantas têm suas sementes viáveis depositadas em microhabitats distintos, ampliando as possibilidades de estabelecimento de novos indivíduos.
inquilinismo, pois as sementes permanecem temporariamente associadas ao corpo das aves, utilizando-as como abrigo durante o deslocamento.
parasitismo, pois as aves retiram recurso das plantas sem contribuir diretamente para sua reprodução, já que a dispersão das sementes é apenas um efeito colateral.
amensalismo, pois a remoção dos frutos prejudica a planta ao reduzir o número de sementes disponíveis na área imediata da planta-mãe, sem benefício compensatório demonstrado.