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Na batalha entre keynesianos e neoliberais, os defensores da economia da “Era de Ouro” ...

Na batalha entre keynesianos e neoliberais, os defensores da economia da “Era de Ouro” (1945-1973) não foram muito bem-sucedidos. Isso se deu em parte porque eles eram limitados por seu compromisso político e ideológico com o pleno emprego, com Estados de Bem-estar e com a política de consenso do pós-guerra.


(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)


A partir da leitura do trecho, é correto afirmar que uma das razões da crise do Estado de Bem-estar social foi o fato de que essa política


A

contrariava os interesses daqueles que defendiam a intervenção do Estado na economia, diante do receio de que a falta de investimento público pudesse desaquecê-la, gerando desemprego e recessão.


B

adotou medidas consideradas excessivamente liberais pela base social dos partidos de centro-esquerda, o que desgastou o apoio popular a esses partidos e impediu a continuidade das políticas.


C

não contemplava os interesses de imigrantes e minorias étnicas que habitavam os países das economias centrais do capitalismo, o que evidenciou os limites e as ambiguidades das políticas sociais.


D

viveu um esgotamento causado pela crescente hegemonia do pensamento liberal, originada nos anos 1930, o que levou à desconstrução das ações sociais capitaneadas pelo Estado.


E

esteve espremida entre as demandas do capital e do trabalho, quando a economia não mais permitia que o lucro e a renda do trabalho aumentassem igualmente sem interferir um no outro.